Minha Vida Na Farmacia!


19/08/2008


As Olimpíadas de um suburbano.

De quatro em quatro anos é sempre a mesma coisa. Olimpíadas e eleições. O Brasil é favorito em algumas competições. Confira abaixo as modalidades com maiores chances de medalha de ouro.

Futebol no campo de terra batida: Se na grama agente anda batendo na trave com medalhas de prata e bronze desde 1996, desta vez é certa a medalha de ouro no campo de terra batida. Temos atletas 100% preparados para esta modalidade, inclusive matam aula, cursos para passar o dia inteiro em treinamento nos campinhos comunitários.

Salto Triplo em Bueiros: Quem nunca tropeçou ou não caiu num bueiro? É porque você não anda praticando esta modalidade. Um bom atleta de salto triplo em bueiros, salta três bueiros com facilidade. Na nossa cidade há vários praticantes desta modalidade com chances de trazer a medalha de ouro.

Corrida de 100m atrás do ônibus: O suburbano acorda bem cedo para praticar esta modalidade antes de ir para o seu trabalho. O ônibus sempre para longe e como o suburbano não pode perder o horário do trabalho, pratica esta modalidade. Pelos excessivos treinamentos, temos grandes chances de medalha de ouro.

Sueca: Churrasco suburbano sem um joguinho de sueca entre os coroas, não é churrasco. E como suburbano vive fazendo churrasco, a prática da sueca é bastante apreciada. Por isso, há boas chances de medalha de ouro.

Triatlo do interior: Diferente da tradicional corrida a pé, bicicleta e natação; esta modalidade é mais praticada pelo pessoal das cidades do interior. O primeiro instrumento de corrida é um burrinho, depois a carroça e por último sim a pé. Atletas naturais do Ceará, Maranhão, Goiás, Mato Grosso, Acre e Alagoas são os melhores preparados para tentar buscas a medalha de ouro.

Tiro ao Alvo Perdido: Esta modalidade é ouro certo para o Brasil. Policiais e bandidos treinam exaustivamente para buscar a perfeição. Acertam todos os alvos "perdidos", nunca acertando o alvo que seria o habitual.

Saltos da Barrigada: Modalidade inspirada nos Saltos Ornamentais, o objetivo é saltar o mais alto possível e dar aquela barrigada na água. Muito práticado por aquele teu sogro cachaceiro ou pelo seu cunhado que sempre bebe demais no churrasco e dá aquela barrigada na piscina.

Ainda tem outros jogos que nossos suburbanos têm chances de medalhas. Nossa reportagem olímpica estará sempre atenta para trazer notícias de novas medalhas.

Escrito por Feidman, Diogo. às 12h10 AM
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02/08/2008


Tudo é politíca!

Amigos, desculpe-me a falta de atualização deste "Blergg", mas estive um pouco atarefado, mas confesso que também sem muito ânimo. Cogitei escrever uma resenha de um bom livro, mas deixo isto para depois. Nesse mês de julho que acabará de passar, estive de férias e a última coisa que procurei foi alguma obrigação, daí a falta de post também, aproveitando as férias, estive em Paraty. Parti na última terça e voltei sexta (ontem). Uma coisa me surpreendeu (na verdade nem tanto assim, pois em 2004 passagem anterior por aquelas terras vi a mesma coisa). A disputa a prefeitura da cidade está centrada em duas canditaduras. A situação que é centrada em Zezé do Porto do PTB procura defender sua posse da oposição. Adivinha qual a chapa de oposição? PT e PCdoB fazem aliança com PSDB e DEM. Quem diria? dúvida? Então vai no blog oficial do PV que faz parte desta chapa e confira! http://redepv.org.br/blog/2008/06/17/paratyrj/ A chapa completa é PT, PPS, PHS, PSDC, PCdoB, DEM, PSDB e PTC, além do PV é claro. A viagem de Paraty a capital do Rio de Janeiro dura cerca de 4 horas. Mais algumas horas, algo entorno de 3 horas, você chega a São Paulo (capital). Tanto no RJ como em SP a disputa entre PT/PCdoB x PSDB/DEM é fervorosa. No RJ ainda sim, a comitiva nacional pressiona a comitiva estadual para que nunca apoie os canditados do PCdoB em uma canditadura, direto no primeiro turno, sempre lançando canditado próprio sem força alguma. Assim foi com Valdimir Palmeira, Bittar e agora Molon. Veja http://noticias.uol.com.br/politica/ultnot/2008/06/18/ult3453u300.jhtm e entenda o que estou dizendo. Mas como sempre, o PT passa apoiar os canditados do PCdoB no 2° turno, após derrota vergonhosa de seu canditado (aqui na capital carioca tem sido assim há algum tempo nas canditaduras para prefeitura e governo do Estado). A verdade que desde que o PT perdeu Chico Alencar e outros canditados de importância, porém extremistas, perdeu a força na capital carioca. Mas o que procuro dizer aqui é que como visto acima... politíco é tudo igual (ou quase tudo igual). Tem uma música que diz tudo, chamada "Forró do Político Safado" do Mukeka di Rato. abaixo segue a letra:

Mukeka di Rato

Forró do Político Safado

Liguei a Televisão
e em todos os canais
a mesma programação
A carona do safado
do cara de pau
a cara do ladrão.
E aquela musiquinha
desgraçada do safado
pertubando a minha orelha.
E o pior de tudo
é que essa bosta não sai
da minha cabeça

É o forró do político
É o forró do ladrão
É o forró do político
o forró do safado,
o forró da enganação.

E agora o mukeka
tá fazendo o seu jingle
para um cara bem honesto
É isso ai mulecada todo mundo vota nele
e para de fazer protesto.
O candidato é o Carlão
vote nele, é a solução
ele promete pra valer
Vai roubar toda essa porra
ele não vai fazer nada
e você vai se fuder.

É o forró do político
É o forró do ladrão
É o forró do político, o forró do safado,
o forró da enganação.
É o forró do PSDB, é o forró do PT,
é o forró do PFL, do PMDB e do PC do B

É o forró do mukeka
vota em nóis nessa merda
O bandinha de bosta
ninguém toca nada
a política é o que nos resta

Este é o som de hoje  Preciso dizer mais nada né?

PS: Como disse... "Político é tudo (quase) igual". Procure votar em algum "menos pior" ou mesmo algum que você ache um bom político. Esta publicação é um disparate contra a política das diretivas e dos "grandes homens" que comandam a política e os partidos. Isso não significa que não exista gente (pequena) bem intencionada.

Escrito por Feidman, Diogo. às 2h21 AM
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19/03/2008


Eu tenho pena dos americanos.

Estive refletindo um pouco como algumas culturas costumam levar seu estilo de vida e cheguei a conclusão que tenho pena dos americanos. Inúmeros são os fatores para eu chegar a esta conclusão.


Para começar os americanos são dignos de pena desde a infância. Enquanto as crianças brasileiras passam 2 meses ou quase 3 meses de férias curtindo o verão, jogando bola, indo à praia, as férias americanas se limitam a ficarem construindo inúmeros e sem graças bonecos de neve no qual costumam apelidar de "gelinho". As férias de verão para as crianças americanas duram 2 semanas isso quando não estão demasiadamente ocupadas com suas demais atividades extracurriculares ou cursos de verão. Ainda há de contar que as crianças americanas são as que mais sofrem de excesso de gordura no sangue. Aliás, esse mal é um mal que abate na verdade a maioria da população americana, agora pense você. O americano liga a TV e vê aqueles atores musculosos e sarados, aquelas atrizes sem barriga ou estria e se olham no espelho se vê totalmente ao contrário daquele padrão de beleza imposto por eles mesmo. Não parece meio contraditório? Aqui no Brasil convenhamos, existem atrizes bonitas, mais há também as feias. E os atores? Ator pintoso é um ou outro como Reinaldo Gianecchini. Você liga a TV aqui no Brasil e os galãs de novela é Tony Ramos (me desculpe, mas é um cara peludo e feio p/ burro) e Antônio Fagundes com seus quase 80 anos e com aquela barriga. Isso me deixa a vontade para beber minha Bohemia a vontade sem se preocupar exaustivamente em academia ou algo do gênero. Mas isso não é tudo... O melhor disso é que você sai na rua e vê como é bela a mulher brasileira com suas curvas e gingado. O que coloca qualquer americanazinha no sapato.


Mas não é só isso que faz dos americanos um povo infeliz. Enquanto aqui no Brasil, se faz samba e pagode, rock de boa qualidade, axé p/ agitar a baianada, um frevo de levantar poeira, entre outras coisas, lá se faz rap do mau que fica falando de como ser bandido ou aquelas músicas chatas conhecidas como R&B. Até a música eletrônica que era uma força da musica americana, por aqui tem se dado um show de originalidade em terras tupiniquins.


Podemos ainda citar outras coisas que fazem os americanos infelizes. Como o fato de se achar melhor em tudo e sofrer atentados como o "onze de setembro", enquanto por aqui o Pan-Americano se realizou tranqüilo e sem terroristas. O Bin Laden os americanos até hoje não viram e levaram um olé bonito. Até o Sadam há quem diga que não morreu, pois quantos sósias não existiam daquele barbudo? Enquanto por aqui apesar de nossos problemas e ainda sim faltar muito para a justiça plena ser alcançada, o Beira-Mar está na cadeira, o Escadinha morto, o Lalau em prisão (ainda que em domiciliar). Esses caras procurados não dão um olé tão sinistro quanto garrincha dava nos adversários e que Bin Laden deu no Bush.


A verdade que o povo brasileiro para ser plenamente feliz ainda falta muita coisa, mais por parte dos nossos governantes, enquanto os americanos... Esses são dignos de pena.



Som de hoje: "Eu não sou gringo" - Boi Mamão.

Escrito por Feidman, Diogo. às 3h11 AM
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04/03/2008


Tráfico... Uma tradição dos tempo coloniais.

Não é de hoje que existe tráfico nessas terras onde canta o sabiá. Desde os tempos que o Brasil ainda era colonia, o tráfico já existia. Calma amigos, não me refiro ao tráfico de entorpecentes,não podemos misturar as coisas. Devemos lembrar que a palavra "tráfico" engloba não apenas o tráfico de entorpecentes, mas diversos tipos de tráfico. A palavra mercanjiar ou traficar é muito antiga e se refere a comerciar com lucro ilícito.

No Brasil Colônia os exemplos mais comuns desse tipo de transação foram: O pau-brasil, escravos e o ouro. Mas diversos tipos de produtos foram negociados no mercado negro. O ato de traficar está intimamente ligado em burlar a lei e alcançar maiores lucros, logo fugir da taxação. Daí até o título do livro "Caminhos e Descaminhos na América Portuguesa (1700-1750)" publicado por um professor que me deu aula na facudade. Ele é específico no que diz respeito ao contrabando do ouro, afinal os colonos achavam a taxação de um quinto do ouro para a coroa portuguesa uma taxação muito alta, daí vários caminhos e descaminhos para fugir da mão pesada dos impostos lusitanos.

Como citado aqui, não só o ouro no Brasil Colônia que foi contrabandiado. O pau-brasil foi o primeiro produto no qual temos registro desse tipo de comércio ilícito. A colonização portuguesa começou devido a extração deste produto por franceses e holandeses no atual nordeste brasileiro. E a historiografia já discutiu que o tráfico de escravos durante muito tempo foi um lucrativo negócio para a coroa portuguesa. Até porque para cada escravo comprado, cobrava-se imposto para a metropole na colônia africana onde o escravo era retirado, e aqui onde o mesmo era vendido.

Na verdade, traficar dá dinheiro e não é de hoje e então a questão... Porque não liberar as droga? Oras... porque o tráfico delas dão dinheiro, assim como o tráfico negueiro dava dinheiro no Brasil Colonial. Por aqui o tráfico de drogas não é coisa contemporânea não, no século XVII as "drogas do sertão" já eram negóciadas. Hoje elas estão proibidas de circulação, mas imagine...Já pensou a Souza Cruz vendendo em cada barzinho maços de cigarretes de maconha ou dose em frasco de cocaíana? A Souza Cruz já tem seu monopólio e isso destruíria um outro monopólio. Há muita gente grande por trás desse contrabando todo. Não é de hoje que escutamos falar de deputados, políticos, gente da alta sociedade envolvida com traficante. A simples legalização da maconha daria prejuízo a muita gente, da mesma forma que no Brasil Império, a libertação dos escravos causaria prejuízos graves, lembrando que no Brasil Colônia já gerava altos lucros o tráfico negueiro. O Brasil e a Cuba foram os últimos países da América a ceder a libertação dos escravos, porque o "maquinário" precisava, sempre pensando nos prejuízos que causaria aos "senhores".

Então é por isso que creio que o tráfico existe e sempre vai existir... Só que se antes muita gente morria para defender as terras e vilas em prol de um monopólio, hoje muita gente morre em uma guerra cívil e a guerra continua, desde os tempos de colônia, só que hoje com fuzis e R-15. Essa é uma herança... matar gente em prol da fartura de outros.

Som de hoje: Dead Fish - "Paz Verde".

 

Citações e indicações:

CAVALCANTE, Paulo . Negócios de Trapaça: Caminhos e Descaminhos na Amércia Portuguesa (1700-1750). 1. ed. São Paulo: Hucitec/Fapesp, 2006. 267 p.

WEHLING, A. ; WEHLING, Maria José Mesquita Cavalleiro de Macedo . Formação do Brasil Colonial. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999. v. 1. 400 p.

Escrito por Feidman, Diogo. às 10h53 PM
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28/02/2008


De volta... Em voltas, pois o mundo dá voltas.

Desde que quebrei o braço no dia 28/01, então não digitei mais com as duas mãos... Vocês não tem a noção como é cansativo digitar com uma mão só... E ficar carregando gesso de um lado p/ outro... Aquele treco parecia que pesava mais do que eu... (risos). Mas isto é página virada. Estou me recuperando bem, agora falta mais as sessões de fisioterapia. Então estou deixando este "post" para avisar que voltaremos a rotina de postagem desse blerrrg... agora teremos em breve vídeos.


Ahhh... só para deixar aqui meu repúdio com a roubareira. Se aqui é o país do carnaval e futebol, também é o país da corrupção... e que vergonha... Beija-Flor e Flamengo só são campeões assim mesmo... garfando os adversários... No país da corrupção, só se dá bem quem é ladrão... Que vergonha!!!


Som de Hoje: "A Velha Voz - Switch Stance"

Escrito por Feidman, Diogo. às 11h14 PM
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03/02/2008


De molho.

Más notícias...
Creio que perceberam a falta de atualização desse bleeergg, mas há uma desculpa.
Infelizmente terei que deixar este blerrg desatualizado por um tempo. O motivo é que na ultima segunda-feira quebrei o braço e é um saco ficar digitando c/ um braço só, além de ser desgastante.
Peço desculpas e dentro de dois no máximo três meses deveremos retornar as atividades normais.
E espero que fiquem bem nesse tempo e curtem bem o carnaval.
Abraços!

Escrito por Feidman, Diogo. às 4h10 PM
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15/01/2008


E Eles Verão A Deus - Unidos da Ponte 1983 / 2005.

Um dos sambas-enredo mais bonitos que já passou pela Passarela do Samba apareceu através de uma pequena e simpática escola da baixada fluminense, a Unidos da Ponte. Escola de São João de Meriti, fundada no final de 1952 (03 de novembro), se filiou a Associação das Escolas de Samba em 1959 e desfilou durante grande parte da década de 80 e em alguns anos da década de 90 no grupo principal entre as grandes escolas. Hoje a quadra da Unidos da Ponte se se encontra no barrio da Pavuna (localizado no município do Rio de Janeiro, faz divisa com o município de São João de Meriti). O samba "E Eles Verão A Deus", inaugurou uma época da escola que figuraria entre as grandes a partir de 1983 até 1989. Não poderia ser melhor, "E Eles Verão A Deus" surpreendeu em letra e melodia, agradou o público e a crítica, porém não tanto os jurados, a escola ficou apenas com a 11ª colocação. "E Eles Verão A Deus" é uma linda homenagem aos artista, que são postos como Deuses da criação da arte. Afinal, eles são Deuses pois criam um universo de beleza e cor, um mundo irreal e fantasia. Se o mundo fosse tão belo como a criação desses artistas, teríamos um mundo de paz e felicidade. Talvez seja por isso que esse mundo que é retratado pelos artistas, seja tão belo e ao mesmo tempo irreal.

Letra do Samba: E ELES VERÃO A DEUS:

"Hoje a natureza canta

A musa se encanta

E vem pra festejar

E vem sorrir que a vida é bela

Nas cores de seu despertar

 

E um alguém que sorriu pra ela (BIS)

Bordou a paz e foi feliz

E viu o mundo assim

Uma aquarela

 

Oh ... divina inspiração

Que iluminou a imaginação

Dos que eternizaram

Momentos de grande valor

A imagem do amor

A verdade da vida

Dança meu povo

Que a arte coloriu a sedução

Surgem da tela os personagens

Na força de uma nova dimensão

Murmura o mar

Responde o ar

Gargalha o dia

O criador e a obra

Viajam ao irreal da fantasia

Eles verão...

 

E eles verão a Deus (bis)

Nos sonhos que fizeram o seu sonhar

E eles verão a Deus

Razão de todo o seu imaginar".

 

Dados do Samba:

Enredo: "E Eles Verão A Deus";

Ano: 1983 / Reeditado 2005.

Colocação:

1983: 11º Lugar no Grupo1A (atual Grupo Especial).

2005: 6º Lugar no Grupo B.

Autor do enredo: Geraldo Cavalcante.

Carnavalesco em 1983: Geraldo Cavalcante.

Carnavalesco em 2005: Edgley Cunha.

Interprete em 1983: Grilo.

Interprete em 2005: Nélio Marins.

Autores do samba: Mazinho, Ambrósio e Renatinho.

 

Dados do G.R.E.S. Unidos da Ponte:

FUNDAÇÃO: 03/11/52

CORES: Azul e Branco

SÍMBOLO: Aperto de Mão

GRUPO ATUAL: Grupo de Acesso C

QUADRA: Rua Sargento de Milícias, 80, Pavuna

BARRACÃO: Av. Venezuela, 206 Centro.

 

COMENTÁRIO CRÍTICO (retirado do site: http://balto.sites.uol.com.br/samba12.htm ):

QUANDO UMA GRANDE ESCOLA IMPÕE UM GRANDE SAMBA NA HISTÓRIA E MEMÓRIA DO CARNAVAL POUCO IMPRESSIONA, MAS QUANDO UMA PEQUENA ESCOLA, COMO A UNIDOS DA PONTE, ESCREVE UM SAMBA, PRIMEIRO NA MÍDIA E DEPOIS NO CORAÇÃO DO PÚBLICO, PODE-SE ESTAR CERTO DE QUE MAIS DE UM LEÃO FOI MORTO PARA ESSE FEITO!
A GRANDIOSIDADE DESTE LÍRICO SAMBA DE ENREDO, UMA DAS MARAVILHAS POÉTICAS DO CARNAVAL, SÓ PODE SER ENTENDIDA DENTRO DO CENÁRIO DA CULTURA POPULAR. AFINAL A SIMPLICIDADE AQUI É TÔNICA PRINCIPAL.
ESTA LETRA, EMBALADA EM MELODIA DAS MAIS DOCES DA HISTÓRIA DOS SAMBAS DE ENREDO,E É MAGNÍFICA: O SAMBA HOMENAGEIA TODOS OS ARTISTAS;PORÉM AQUI A NATUREZA (TRANSFORMADA PELA ARTE), ELA EM SI, PERSONIFICADA, CANTA - A MUSA SE ENCANTA, VEJA-SE: NÃO COM O ARTISTA, MAS COM A NATUREZA QUE CANTA AO ARTISTA!
O RESUMO DOS MOMENTOS DE VALOR QUE A ARTE EXALTA SÃO DE UMA CONCISÃO E PRECISÃO INCRÍVEL: "A imagem do amor , A verdade da vida..."O QUE MAIS FAZ A ARTE?
DA TELA DO DESFILE, AS PERSONAGENS E IMAGENS SAEM EM HOMENAGEM AO CRIADOR, O ARTISTA: AS PAISAGENS SE FAZEM REPRESENTAR E OBRA E CRIADOR, VIAJAM NESTE SAMBA AO IRREAL DA FANTASIA!
E A VIAGEM, A CONCLUSÃO DAS CONCLUSÕES, MAIOR DO QUE A CRÍTICA PODERIA ESPERAR: ELES, OS ARTISTAS VERÃO A DEUS: A RAZÃO ÚLTIMA DE SEU IMAGINAR!
QUE SAMBA! QUE POEMA MAGNÍFICO! QUE GRANDE ESCOLA!

Dados extraídos dos sites:

http://balto.sites.uol.com.br/samba12.htm

http://www.odesfile.com/samba_rj_2005.html

http://www.galeriadosamba.com.br/V40/ES.asp?MWFKPLFKSRM90

http://www.galeriadosamba.com.br/V40/ES.asp?Í&çÉÕÊçÊÃÃÔ50

http://www.galeriadosamba.com.br/V40/ES.asp?parm=%3FGQ5FKG90&BT=OK

Escrito por Feidman, Diogo. às 4h18 PM
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10/01/2008


O que é ser um Hard-Core?

Eu não gosto de rótulos, muito menos de ser rotulado, pois creio que estando em constante contato com diversas ações dos sujeitos sociais, isso influência em constantes mudanças sobre nós mesmos. Assim sendo, numa visão antropológica, estamos recebendo e passando influência, modificando nós mesmos e modificando o meio social em que vivemos. Porém, existem pessoas com necessidade de rotular tudo, rotulam músicas, estilos, grupos sociais e até mesmo pessoas. Se há a necessidade do rótulo, ao menos procuro notar onde posso estar encaixado no meio em que vivo. Na vida vivemos diferentes papéis sociais: sou aluno na universidade, sou professor na sala de aula, sou filho em casa, sou clientes quando estou disposto a consumir algo em algum lugar... enfim, temos diversos papéis sociais. No entanto, existe características próprias de cada pessoa e dizem que a música pode dizer muito sobre alguém. Partindo do princípio de que o gosto musical pode apontar o estilo e característica de uma pessoa, em minha concepção me aproximo mais do Hard-Core. Mas o que é ser um Hard-Core? Antes de responder a essa pergunta faz-se necessário conhecer as raízes daquilo que conhecemos como estilo de música Hard-Core. O aparecimento do Hard-Core surge no início da década de 1980 e está muito ligado ao movimento punk, na verdade o Hard-Core apareceu como um novo estilo, porém sobre influência do punk-rock. Sua principal característica é o tempo extremamente acelerado dos instrumentos, vocal cantado de forma agressiva, podendo ser de forma distorcida, as canções são curtas e as letras voltadas ao protesto político-social. O Hard-Core surge quase simultâneo tanto nos Estados Unidos como na Europa, as bandas mais conhecidas dentro desse estilo nessa época são o Black Flag, GBH, Varuskers, Dead Kennedys, Suicidal Tendencies, Discharge e Teen Idles. No Brasil as principais bandas que seguiram com essas características, foram, Resto de Nada, Inocentes, Olho Seco, Cólera e Ratos de Porão, essa último inclusive, foi a primeira em nosso país em assumir o termo Hard-Core. O termo Hard-Core traduzido literalmente para nosso idioma, recebe a tradução de "núcleo duro", porém soa mais adequado interpretá-lo como "casca grossa", isto devido as notas pesadas das músicas. Então, um Hard-Core chega a ser um "casca grossa", mas hoje no sentido de não aceitar as imposições que lhe são impostas, por isso também, as letras político-sociais. O próprio Hard-Core mais tarde influenciaria outras tendências musicas e sofreria modificações, o Grindcore, Metalcore, Crustcore... entre outros. Mas minha paixão em particular é o Hard-Core Melódico. Muitas vezes confundido com emocore (que é outra proposta, não tem nada a ver) quem gosta desse estilo musical até sofre ao ouvir "esse treco não é Hard-Core". Na verdade, o Hard-Core Melódico surge com maior força no fim dos anos 80 e início dos anos 90. Mantém a velocidade dos instrumentos, porém, preza pela melodia nos vocais. Isso faz com que os vocais passem a ser menos agressivo ou simplesmente deixem de ser agressivos. Muitas vezes o Hard-Core Melódico também tende a ser confundido com o punk-rock, até porque a banda que mais influenciou a maioria das bandas de Hard-Core Melódico foi uma banda de punk-rock, o Ramones. Há diferenças entre Hard-Core e punk-rock apesar das fortes ligações entre os dois. O punk sempre esteve mais preocupado com o visual, o cabelo despenteado, de moicano ou espetado, a preocupação com acessórios do tipo correntes entre outros faz parte do punk-rock. Porém ao Hard-Core, isso não ocorre, muitos raspam a cabeça, andam largados, mas não há uma preocupação maior com o visual. A única preocupação que um Hard-Core chega a ter com vestuário, é quando há a necessidade a se adequar a prática do skate. Já que muitos adeptos ao estilo musical que também se inseriram na prática do skate, com muitos aderirando roupas mais usuais da tribo skatista. Podemos enquadrar como principais bandas ao estilo Hard-Core Melódico: NOFX, Pennywise, Bad Religion, Strung-Out, Lagwagon, Good Riddance e Millencolin. No âmbito nacional temos (ou tinhamos, pois algumas bandas acabaram): StreetBulldogs, Nitrominds, Dead Fish, Sugar Kane, La Puta Madre e Gritando HC. Porém podemos notar algo nessas bandas, na maioria dos casos, apesar de predominar o Hard-Core Melódico, as bandas não costumam se restringir apenas ao Hard-Core Melódico, assim como nas letras das músicas, que também costumam tratar não apenas de temas político-sociais, mas também trata de assuntos do cotidiano. Ser um Hard-Core hoje é ter como preocupação principal os assuntos político-sociais, mas ninguém é obrigado a apenas viver dentro dessa esfera. Então vamos tentar responder... o que é ser um Hard-Core? Um Hard-Core não precisa andar que nem mendigo (aqui deixamos claro que não somos grunge! "risos"), mas vaidade não faz parte da vida de um Hard-Core, é um ser meio largado nesse aspecto, grife não existe no mundo Hard-Core. Um Hard-Core é extremamente um ser politizado. Antenado no que acontece no país e no mundo, procura ter opinião própria sempre e faz todo possível para fugir das armadilhas ideológicas (nesse caso trato do conceito de ideologia apropriando a visão de M. Chauí). Costuma gostar de esportes radicais, mas isso não é um aspecto obrigatório de uma pessoa Hard-Core. Um Hard-Core também é contra discriminação e preconceito, pois é sempre a favor da igualdade entre as pessoas, essas idéias de luta contra preconceito e discriminação vem da influência direta do punk. Mas talvez o fundamento mais importe característico de um Hard-Core, é a vontade e a luta de mudar o mundo de alguma maneira, a sua forma. Isso é ser um Hard-Core!

Referências:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Hardcore_%28punk%29

CHAUÍ, Marilena. O Que É Ideologia. SP. Editora: Brasiliense, 18ªed. 1985.

Som de hoje: Proprietários do Terceiro Mundo - Dead Fish.

Escrito por Feidman, Diogo. às 4h51 PM
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04/01/2008


É HOJE O DIA! - G.R.E.S. União da Ilha do Governador - Carnaval 1982 / 2008.

Há quase 26 anos (21/02/1982) a União da Ilha do Governador lançava o enredo "É Hoje!" com então carnavalesco Max Lopes. A escola empolgou a Marquês de Sapucaí e levantou o público, porém a escola ficou apenas com a quinta colocação. A campeã daquele ano foi o Império Serrano com "Bum-bum Paticumbum Prugurumdum". O fato é que ambos os sambas, tanto do Império como da União da Ilha ficaram imortalizados no carnaval. Nos blocos, nas quadras das outras escolas de samba, nos clubes e nos salões este samba enredo é cantado. Há quase 7 anos no grupo de acesso (desde 2002) a União da Ilha tenta resgatar o que tem melhor que é a alegria de brincar o carnaval para voltar ao Grupo Especial. Por isso nada mais sugestivo do que o samba "É Hoje!", um samba que tem a responsabilidade de fazer com que a União da Ilha mostre sua tradição, brinque o carnaval e recupere o respeito frente a todos. Abaixo segue a letra da música dos autores Didi e Mestrinho:

É Hoje:

A minha alegria atravessou o mar

E ancorou na passarela

Fez um desembarque fascinante

No maior show da terra

Será que eu serei o dono dessa festa

Um rei no meio de uma gente

tão modesta

Eu vim descendo a serra

Cheio de euforia para desfilar

O mundo inteiro espera

Hoje é dia do riso chorar

Levei o meu samba

Pra mãe-de-santo rezar

Contra o mau olhado

Carrego o meu Patuá

Acredito ser o mais valente

Nessa luta do rochedo com o mar

É hoje o dia da alegria e a tristeza

Nem pode pensar em chegar

Diga espelho meu

Se há na avenida

Alguém mais feliz que eu

E para mostrar que samba também é cultura, abaixo segue uma sinopse feita pelo carnavalesco da União da Ilha deste ano, Jack Vasconcelos.

Mas afinal, que dia é esse? Que dia é esse que nos faz tremer, suar frio e o coração bater mais forte? Que nos faz sofrer sem dor? Que nos faz temê-lo e, ao mesmo tempo, ansiar pela sua excitante chegada? Que dia é esse que nos extrai o sangue, o suor e até mesmo nossas lágrimas? Que faz nossa individualidade ser completamente absorvida pelo êxtase coletivo?

"A minha alegria atravessou o mar e ancorou na passarela
Fez um desembarque fascinante no maior show da terra*"

Ilha, uma extensão de terra cercada de água por todos os lados. Por isso, todos os anos, a minha alegria atravessa o mar e ancora na passarela para fazer seu desembarque fascinante no carnaval! Foi também atravessando o mar que os negros africanos nos trouxeram sua alegria - é claro que não nos referimos às condições degradantes a qual foram submetidos no processo de escravidão, e sim ao caráter festivo dos povos africanos - e ancoraram por aqui toda a sua ancestralidade cultural. Artífices de "mãos cheias" que talham, trançam, esculpem, pintam e forjam como poucos. Além das tradições plásticas, orais como o "griot" (pai do enredo) que narra as histórias de seus antepassados, e musicais como seus batuques, ritos e instrumentos. Música para a magia, para a fé, para o amor, para a guerra, para os homens conversarem com seus deuses... Tambores, atabaques e afins, unindo-se aos cânticos e louvores. Suas Nações e dinastias vindas de várias partes da África, clamando por Olorum ou por Alá, fizeram o desembarque fascinante de suas culturas para lançar em nossa terra a semente que germinaria o maior show do planeta.

"Será que eu serei o dono dessa festa?
Um Rei no meio de uma gente tão modesta*"

Espalhando seus cantos, danças e crenças, a força do trabalho negro embalou nosso mestiço país menino. Das sonoras noites nas senzalas nasce o lundu misturado aos bate-coxas e umbigadas, estimulando a imaginação dos moradores da casa-grande. Com a chegada gloriosa do batismo cristão, ganhou-se o domingo para as festas e batucadas após a santa missa matinal, bem alinhados em roupas coloridas e vistosas. Festejos negros em homenagem a santos católicos florescem e, desta união sincrética, vão aparecer cerimônias, autos e embaixadas. Coroações de Reis e Rainhas com seus séqüitos reais, misturando hierarquia africana com monarquia portuguesa em cortejos processionais. Muitos continham dramatizações e encenações em seu desenvolvimento, contavam e cantavam alguma história, como um enredo. Modelos estes, aliás, seguidos até hoje como formato de desfile pelas escolas de samba.

"Eu vim descendo a serra, cheio de euforia para desfilar
O mundo inteiro espera, hoje é dia do riso chorar*"

E o "cortejo" virou preferência na organização da brincadeira de carnaval, em resposta à bagunça agressiva do antigo entrudo português que emporcalhava as pessoas e a cidade. Grupos e comunidades se reuniam para desfilar fantasiados pelas ruas. Espocam as Sumidades, Cordões e Ranchos carnavalescos. As "procissões" continuam, com o povo fantasiado tocando seus instrumentos, cantando e dançando, para misturar de vez as raças e classes. As turmas e famílias com fantasias unificadas inspirariam o surgimento das chamadas "alas" e as exibições das luxuosas e engenhosas alegorias das Grandes Sociedades influenciariam as escolas de samba na construção de seus "carros alegóricos", além de nos presentear com a tradição das "comissões de frente" como os mestres de cerimônia dos desfiles.

"Levei o meu samba pra mãe de santo rezar
Contra o mau-olhado carrego o meu patuá
Acredito ser o mais valente nessa luta do rochedo com o mar*"

Sob as densas fumaças perfumadas dos incensos, rezado, benzido e iluminado pelas velas de cera dos barracões de fé, o nosso bom e velho samba é filho legítimo dos terreiros das religiões afro-brasileiras, com seus Orixás e entidades, herdando o misticismo, a musicalidade e a tradição dramática de seus pontos e louvores. Marginalizado e perseguido, é gerado, alimentado e escondido nos fundos das casas das "tias baianas" na Praça XI. Mas o samba vencerá as dificuldades e ganhará força com o aparecimento das primeiras "escolas de samba", que traduzirão em seus desfiles o histórico da influência e da resistência cultural negra na miscigenação de nosso povo.

"É hoje o dia da alegria
E a tristeza nem pode pensar em chegar*"

"É hoje!". Assim exclamavam os negros nos preparativos dos antigos congos. Os foliões exclamam excitados para o grande momento, único e decisivo, para o qual se preparam o ano inteiro: o desfile de sua escola do coração. Revivem-se as tradições dos antepassados com todos os seus elementos se agrupando para compor uma só festa. Das casas simples, das ruas de asfalto ou do alto dos morros, sai a nobreza do samba. Trabalhadores esquecem das dificuldades do cotidiano e têm seus dias de reis e rainhas, ou damas e fidalgos; homens e mulheres, jovens e velhos, ricos e pobres, comungam a santidade deste momento ancestral que corre nas veias de todos nós. Da comissão de frente à velha guarda, a expectativa para a hora da explosão de euforia num misto de honroso dever e satisfação pessoal. A felicidade é insulana e alegria é sinônimo de União da Ilha do Governador, famosa pelos desfiles coloridos e memoráveis que traçaram o caráter apaixonantemente feliz da escola. É hoje o dia! A azul, vermelha e branca evoca seu passado glorioso rumo a mais uma conquista na construção de um futuro de vitórias. Caramba, segura a marimba que lá vem a Ilha!

"Diga, espelho meu, se há na avenida alguém mais feliz que eu?*"
Duvido.

Jack Vasconcelos
Carnavalesco



BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:

*Samba de Enredo "É Hoje", Didi e Mestrinho. G.R.E.S. União da Ilha do Governador. Rio de Janeiro: Top Tape música ltda, 1981.

ARAÚJO, Hiram. "Carnaval: Seis Milênios de História". Rio de Janeiro: Gryphus, 2003.

CASCUDO, Luís da Câmara. "Made in África". Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1965.

ENEIDA. "História do Carnaval Carioca". Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1958.

FERREIRA, Felipe. "O Livro de Ouro do Carnaval Brasileiro". Rio de Janeiro: Ediouro, 2004.

LAN (pseudônimo). "As Escolas de Lan" / Ilustrações de Lan (Lanfranco Vaselli); texto de Haroldo Costa. Rio de Janeiro: Novas Direções, 2001.

MORAIS FILHO, Melo: "Festas e Tradições Populares no Brasil". São Paulo, EDUSP, 1979.

MOURA, Roberto. "Tia Ciata e a Pequena África no Rio de Janeiro". Rio de Janeiro, FUNARTE, 1983

RIO, João do. "As religiões no Rio". Rio de Janeiro: José Olympio, 2006

Site consultado: http://www.galeriadosamba.com.br/2002/EA.asp?qxepsepnnv34

 

Escrito por Feidman, Diogo. às 5h12 PM
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26/12/2007


Ano novo com novidades!!!

Quero primeiramente pedir desculpas pela desatualização deste Blerrrgg. Não sei se é de conhecimento dos amigos e leitores que esse período estive em fase de conclusão da tese de graduação em História. Ocorreu tudo bem, minha tese foi aprovada, já entrarei em 2008 como historiador. Devido ao corre-corre de fim de ano, junto com o desespero de entrega de TCC, este blerrgg andou desatualizado, mas 2008 será diferente. Aproveito para desejar um feliz 2008 a todos os leitores desse blerrg. Com muita saúde, paz, dinheiro e mais o que vocês quiserem, e blá blá blá... Nesse ano de 2008 teremos novas postagens, a série sobre os temas de carnaval vão continuar, teremos mais divulgação de shows, além disso, há outras novidades como divulgação de concursos públicos e oportunidades, para você largar esse seu trampo que acaba com sua saúde e paga mal, para você arrumar um emprego de verdade que não te mate de trabalhar e te pague bem. O projeto de site com amigos não saiu do papel, ao menos algumas coisas aqui será posta em prática. Outra novidade será no fotoblerrg! Além de espantar os mosquitos com fotos minhas, no fotoblerrg ( http://minhavidanafarmacia.gigafoto.com.br/ ) você terá fotos e dicas de point’s p/ curtir uma boa balada, ou aquela noitada. Além disso, neste blerrg, o acampanhamento jornalístico será intensificado, o que aumentará o número de postagens mantendo-nos informados do que acontece de importante e bizarro no mundo. Também não podemos esquecer que assuntos debatendo e esclarecendo mitos históricos continuarão sendo trabalhados. Então fique esperto, que esse blerrg aqui vai entrar 2008 com tudo e com muitas novidades! Até 2008! E boas festas!

Escrito por Feidman, Diogo. às 3h29 PM
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30/10/2007


NAS PÁGINAS DO BRASIL, SANTA CRUZ ESCREVEU SUA HISTÓRIA - Carnaval 2004.

Prometi fazer postagens sobre enredos de escolas de samba aproveitando a chegada do carnaval e esse em especial prometi postar um enredo de caráter histórico. Pois bem, aqui estamos. Hoje o enredo em análise é do ano de 2004 da Acadêmicos da Santa Cruz, simpática escola de samba da zona oeste. Nesse enredo a Santa Cruz exalta sua História em paralelo a História do Brasil. É um enredo romântico, ausente de críticas... mas o que há de mal nisso? Se a idéia é realmente exaltar sua História, e o bairro de Santa Cruz merece ter sua História exaltada como tendo um povo trabalhador e de luta. Santa Cruz conta com uma população de quase 200 mil pessoas (segundo o IBGE), situada no limite oeste da cidade faz fronteira com a cidade de Itaguaí e com os bairros de Sepetiba, Paciência e Guaratiba. Tem um vasto espaço territorial de mais de 12.500 ha. onde se divide em área residencial, comercial e industrial (existe uma área chamada de Distrito Industrial de Santa Cruz bastante próxima a divisa com Itaguaí). Entre as atrações turísticas que o bairro tem, o enredo destaca a Ponte dos Jesuítas, também conhecida com Ponte Guandú como é citada dentro do samba-enredo. Mas o bairro tem outras atrações turísticas como a Cidade das Crianças Leonel Brizola, o Hangar do Zeppelin, o Batalhão Villagran Cabrita, a própria Acadêmicos do Santa Cruz entre outros. Nesse ano de 2004 a Santa Cruz ficou em segundo lugar com 179,4 pontos atrás da Vila Isabel que tirou a vaga ao grupo especial ao alcançar a pontuação máxima de 180 pontos. O enredo começa a contar a História a partir da colonização portuguesa, o que considero o grande erro deste enredo ao não citar os antecedentes nessa terra que eram as tribos Tupi-guanari. Mas apesar do deslize o enredo traz riqueza a ajuda a elevar a auto estima de um bairro com muitas histórias para contar. Abaixo segue na integra o samba-enredo e a sinopse da autora do enredo.

NAS PÁGINAS DO BRASIL, SANTA CRUZ ESCREVEU SUA HISTÓRIA

Vamos viajar

E retratar em poesia

As orígens deste chão

Fascinação, pura magia

Depois da colonização

Foi fincado neste solo

Um símbolo de paz

Era a Santa Cruz, abençoada, imortal

Patrimônio cultural

O clero gerou riqueza (bis)

A ponte Guandú, represa (bis)

Abri a comporta das recordações (bis)

E desaguei as emoções (bis)

Você foi pioneira em orquestra e coral

As correntes quebrou afinal

Libertando o Brasil (Brasil)

Jóia que o amor poliu

Mergulhei meus sonhos em tua baia

O correio no país nascia

És a cidade industrial

Princesa do meu carnaval

Pintei de amor meu coração (bis)

Deixei entrar a sedução (bis)

Brindo esta terra que a história traduz (bis)

Santa Cruz (bis)

Escrito por Feidman, Diogo. às 3h34 PM
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Justificativa da autora do enredo: NAS PÁGINAS DO BRASIL, SANTA CRUZ ESCREVEU SUA HISTÓRIA - Carnaval 2004.

Justificativa do Enredo

O G.R.E.S Acadêmicos de Santa Cruz pretende através do enredo "Nas páginas do Brasil, Santa Cruz escreveu sua história" tornar pública, em âmbito nacional, a rica história de um bairro que faz parte da construção do desenvolvimento do nosso país. A bela história de Santa Cruz, repleta de monumentos, acontecimentos marcantes e fatos pioneiros no Brasil, merece ser divulgada e preservada. E é com orgulho e paixão que o G.R.E.S Acadêmicos de Santa Cruz desempenha o papel de transmissor desses acontecimentos para que não se percam no tempo as memórias de nossa terra - A história da nossa Santa Cruz.

- As origens de Santa Cruz -
Há centenas de anos, as terras conhecidas hoje como Santa Cruz eram povoadas pelos índios, que viviam em perfeita harmonia com a natureza privilegiada do local.
Após o Descobrimento do Brasil, muitos portugueses foram designados para colonizar a nova terra. Dentre eles estava Cristóvão Monteiro que, por ter prestado inúmeros serviços à Corte, recebeu por concessão a imensa área formada pela planície santacruzense e montanhas vizinhas. Em 1567, Cristóvão Monteiro tornou-se o primeiro dono, fundador e povoador das terras de Santa Cruz. Depois do seu falecimento, sua esposa, dona Marquesa Ferreira, doou aos padres jesuítas a área que lhe pertencia. Agregadas a outras sesmarias, a região passou a se chamar Fazenda de Santa Cruz, em cujo solo foi fincado um símbolo de madeira como primeiro monumento desta vasta planície: a Santa Cruz. Lutando contra todas as adversidades e dificuldades geográficas da região, tais como abismos, alagadiços, enchentes, cobras venenosas, onças e insetos vorazes, os jesuítas, aos poucos, foram demarcando a região. Sob o abençoado signo, Santa Cruz foi sofrendo melhorias através das mãos obstinadas e incansáveis daqueles padres, e se transformando numa grande Fazenda. A Residência da Fazenda de Santa Cruz, formada por igrejas e convento, foi a maior do Brasil. O luxo e o acentuado cunho artístico dominavam toda a decoração da Residência. O mobiliário era entalhado em jacarandá e bronze; os altares filetados a ouro; azulejos primorosamente pintado; objetos de ouro, prata e pedras preciosas. Os jesuítas pretendiam construir aqui o maior templo do continente. A solidez dessa construção atravessou os séculos e atualmente abriga o Quartel do Batalhão Villagran Cabrita.

- As primeiras benfeitorias -
Muitas foram as melhorias realizadas pelos jesuítas e seus escravos na Fazenda de Santa Cruz.
A famosa escravaria construída de uma multidão de homens, mulheres e crianças, disciplinados e obedientes, muito contribuiu para que nossas terras fossem ocupadas com plantação, criação de gados, casas e obras de grande valor histórico. Uma dessas obras monumentais, construídas em 1752, foi a Ponte do Guandu ou Ponte dos Jesuítas, como hoje é conhecida. Destinada a regular o volume das águas das enchentes do rio Guandu, era de fato uma represa. Por meio de comportas de madeira, habilidosamente manobradas, os jesuítas controlavam as águas, detendo o movimento das marés ou aliviando o rio avolumado pela enchentes. Essa admirável obra arquitetônica, situada na Estrada do Curtume, apresenta uma famosa inscrição em latim; "Dobra o joelho sob tão grande nome. Aqui também se dobra o rio em água refluente". Como mais dois séculos e meio, este monumento resiste ao tempo; sua estrutura original permanece inalterada. Levando-se em conta as dificuldades locais da época, a realização de uma obra de tal proporção, no meio de uma selta hostil e quase impenetrável, foi um feito memorável. A Ponte dos Jesuítas constitui um autêntico documento de nossa história. Dentre as providência tomada pelos jesuítas, a criação de gado obteve lugar de destaque . Além de ser a maior fonte de renda, tornou-se a mais numerosa e importante da Capitania do Rio de Janeiro, abastecendo de carne toda a cidade. Uma das mais admiráveis iniciativas dos dirigentes da Fazenda de Santa Cruz foi a fundação de uma Escola de Música, com orquestra e coral formados por escravos, que abrilhantavam missas e festas da Fazenda e da Corte. Assim, Santa Cruz conquistou a glória de ter sido o berço da organização coral e instrumental do primeiro Conservatório de Música no Brasil. Num período da História em que desbravar e colonizar eram imprescindíveis, Santa Cruz deteve a honra de possuir a única trilha que ligava a cidade ao sertão, partindo da Fazenda "O Caminho dos Jesuítas", contrabandistas de ouro e diamantes que, perseguidos pelas patrulhas, por ele enveredavam. Também denominado por "Caminho dos Minas" e mais tarde "Estrada Real de Santa Cruz", este percurso ia até Sepetiba, porto com destino a Parati; início então, da esperançosa caminhada para as sonhadas jazidas.
Em 1759, quando os jesuítas foram presos e expulsos do Brasil, pelo Marquês de Pombal, encerrou-se uma página da história da Fazenda de Santa Cruz.

- A realeza em Santa Cruz -
Depois que os jesuítas foram banidos do Brasil, a Fazenda de Santa Cruz foi incorporada à Coroa Portuguesa e subordinada aos Vice-Reis. Durante alguns anos esteve à beira do caos, em decorrência de administrações desastrosas. No governo do Vice-reis Luiz de Vasconcelos e Souza, Santa Cruz se reergueu e novamente prosperou, ficando conhecida como a "Jóia da Capitania". Despertou a cobiça de muitos compradores tamanha a fartura e possibilidades econômicas. Felizmente, nenhum obteve êxito em seu intento. Em 1808, com a chegada de D. João VI ao Brasil, Santa Cruz foi bastante beneficiada. Escolhida como "Sítio de Veraneio Real", a Residência da Fazenda foi transformada em Palácio e toda a propriedade sofreu melhorias, a fim de receber a Família Real e sua comitiva. A primeira visita de D. João VI a Santa Cruz foi um acontecimento magnífico. Chegando a estas terras em suntuosa carruagem, foi recebido com pompas, repiques de sinos, festividades e rojões.  Sentindo-se tranqüilo e seguro na real Fazenda de Santa Cruz, o príncipe regente prolongava a sua estada por vários meses. Além de despachar, promover audiências públicas e recepções, caminhava e caçava pela dileta propriedade. No salão de despachos do Palácio nasceu a primeira medida preparatória da Abolição da Escravatura, com a ordem de limitação do tráfico de escravos. Na história administrativa do Brasil, Santa Cruz se destacou como sede do governo regencial e reinado, durante os períodos em que D. João permanecia no Palácio da Fazenda. Por sua iniciativa foram trazidos da China cerca de cem homens encarregados de cultivar chá, na localidade conhecida atualmente como "Morro do Chá". Durante quase um século essa atividade foi produtiva e atraiu o interesse de técnicos e visitantes, tal o pioneirismo de sua implantação no Brasil. Os chineses instalaram-se como no país de origem. Construíram casas ao estilo de pagodes, com lanternas coloridas e projetaram jardim delicados nos arredores. O chá plantado em Santa Cruz era de excelente qualidade e por isso, sua produção totalmente vendida, engordando os cofres da Coroa. Um dos recantos mais bonitos da Fazenda de Santa Cruz - Sepetiba - foi palco de inúmeros acontecimentos da História do Brasil, e até hoje mantém sua importância como posto de vigília, em frente à Base Aérea, para garantir a soberania nacional. Ligada a pré-história indígenas, como atestam a presença de sambaquis na região, Sepetiba foi considerada o "Porto do Ouro", por receber todo o ouro que vinha de Parati com destino a Lisboa. Atraindo a cobiça dos pintores, a baía de Sepetiba foi cenário de muitas batalhas entre corsário e soldados do Rei. Além do ouro, os piratas usurpavam o pau-brasil, abundante nas matas santacruzenses. Por longos períodos, D. João VI esteve em Santa Cruz, promovendo melhorias e desfrutando das belezas locais. Em 1820, despediu-se saudoso da terra que tantas alegrias lhe concedeu. Retornaria à Metrópole Portuguesa, levando no coração a paz e a tranqüilidade que a Real Fazenda de Santa Cruz lhe proporcionavam. Entretanto, a presença de seu sucessor, D. Pedro I, tornou-se constante em Santa Cruz. No Palácio Imperial da Fazenda passou sua lua-de-mel com a Imperatriz Leopoldina e manteve com a Marquesa de Santos encontros clandestinos. Antes de iniciar a história viagem da Independência, D. Pedro I deteve-se em Santa Cruz, onde aconteceu uma reunião no dia 15 de agosto de 1822, com a presença de José Bonifácio, para estabelecer as bases que culminaram na nossa liberdade. Ao regressar, vitorioso, antes de seguir até a cidade, comemorou entre nós a Independência do Brasil. D. Pedro I, ao abdicar do trono, semeou no coração dos seus filhos o amor a Santa Cruz. Desde cedo, D. Pedro II e as princesas freqüentavam o Palácio santacruzense, onde promoviam concorridos bailes e saraus, que contavam com a presenças de fidalgos e ministros. A majestosa família deixou gravada em nossas páginas grandes feitos históricos.No final de 19881, D. Pedro II inaugurou o Matadouro de Santa Cruz, tido como o mais moderno do mundo. À Princesa Isabel coube um dos maiores acontecimentos de Santa Cruz; a alforria de todos os escravos do Governo Imperial. A promulgação da lei foi assistida por ilustres convidados, Entre eles, o Visconde do Rio Branco e o Conde DEu. Santa Cruz, por sua posição político-econômico e sobretudo estratégica (frente para o mar e fundos para os caminhos dos sertões de Minas) foi uma das primeiras localidades do País a se beneficiar com os meios de comunicação da época. Em 22 de novembro de 1842 foi inaugurada a primeira Agência dos Correios do Brasil, adotando o sistema de entrega em domicílio. Pouco a pouco, Santa Cruz foi se transformando numa cidade, com palacetes, solares, estabelecimento comerciais, ruas e logradouros. Resistindo ao tempo e à ação criminosa dos homens, muitos desses locais ainda se mantêm de pé, atestando a importância histórica da nossa santa terra. O Curral Falso- porta de entrada de Santa Cruz, o Palacete Princesa Isabel, o Marco Onze, a Fonte Wallace, o Hangar do Zeppelin e tantas outros , enobrecem a nossa história.

- Tempos modernos -
Depois da Proclamação da República, Santa Cruz perdeu um pouco do seu brilho. Mas, sanadas os seus problemas. logo atraiu imigrantes estrangeiros, que muito contribuíram com a nossa economia. Os japoneses se especializaram no plantio do tomate, frutas, legumes e hortaliças. A produção era tão grande que abastecia toda a cidade do Rio de Janeiro, conferindo à Santa Cruz o título de Celeiro do Distrito Federal. Os árabes e os italianos foram os responsáveis pela expansão do comércio local. O tempo foi passando e tudo foi se transformando. As plantações e os pastos cederam espaços às indústrias, que trouxeram o progresso à região. Muitas fábricas foram instaladas, tornando Santa Cruz conhecida como Cidade Industrial. A necessidade de mão-de-obra que atendesse às indústrias fez surgir os conjuntos habitacionais, para abrigar milhares de operários trazidos da cidade do Rio de Janeiro. Tornaram-se todas santacruzenses, pois aprenderam a amar e respeitar a terra que os acolheu. Conservando a hospitalidade e a alegria, o povo santacruzense cultiva e preserva às suas tradições. Datas cívicas e religiosas sempre foram comemoradas com inesquecíveis festividades. Eleito como o mais animado do Rio de Janeiro, o Carnaval de Santa Cruz, desde remotas época mantém viva a maior manifestação popular e cultural do país. Lutando par que não se apague a memória de nossa terra, escrita nas páginas do Brasil, o G.R.E.S Acadêmicos de Santa Cruz leva para a Avenida um pouco da história do nosso chão. da terra da qual nos orgulhamos e honrosamente chamamos SANTA CRUZ.

Rosele Nicolau Jorge Coutinho, autora do enredo

Principais Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Cruz_%28bairro_do_Rio_de_Janeiro%29

http://www.galeriadosamba.com.br/2002/EA.asp?BI+AA+A88C65  

Escrito por Feidman, Diogo. às 3h33 PM
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18/10/2007


Por melhores condições de trabalho

Sei que a problemática aqui a ser levantada corre o risco de ser rebatida com críticas sobre acusação de anacronismo. Mas não posso deixar de levar até vocês um questionamento: Será que hoje realmente temos melhores condições de trabalho do que na época da Revolução Industrial? E sobre a qualidade de vida, levamos uma vida saudável? Na época da Revolução Industrial, a jornada de trabalho variou de 12 para 16hs por dia. Hoje nossa média é de 8 horas diárias totalizando 44hs semanais. Você pode pensar... "Nossa melhorou... caiu praticamente para a metade a jornada de trabalho". Mas então tenho que lembrar a vocês que estamos vivendo no século XXI, considerado a época da informação e isso exige uma melhor capacidade da mão-de-obra. Cerca de três a quatro décadas você teria feito o curso superior para ter uma vida confortável. Hoje o curso superior é necessidade do mercado de trabalho. Estamos chegando ao ponto que ou você completa o curso superior e vai ganhar em média 2 salários mínimos ou vai lavar chão ganhando um salário mínimo. Também sabemos que quando foi criado o salário mínimo no Governo Vargas, ele foi criado com intuito de atender as necessidades mínimas (como já diz o próprio nome, "salário mínimo") de vestuário, moradia, transporte, alimentação etc. Sabemos que hoje com dois salários mínimos mal se paga um aluguel... Então vemos que no mínimo você será obrigado a se especializar. Aí além de trabalhar de dia, terá que estudar a noite. Aos cálculos que fiz, digamos que no geral o horário de estudo gire em média de 18hs ás 22hs. Quatro horas de estudo em cinco dias dá 20hs. Opa! Chegamos praticamente ás 65hs semanais da jornada de trabalho, próxima da época da Revolução Industrial. Contando com as horas que você terá que estudar em casa para rever a matéria, fazer exercícios e se preparar para as provas, além das horas dentro do ônibus (quase sempre lotado nas horas de pico), com certeza não fica muito longe de 80hs semanais. O direito ao lazer, a convivência com a família e o descanso (que são coisas para o qual foi criado o dia de folga) são deixados de lado. Não estou fazendo este post para comparar as condições de trabalho dos tempos contemporâneos dos tempos da Idade Moderna, principalmente no que se diz "Revolução Industrial", mas estou fazendo para alertar que as condições de trabalho hoje não são das melhores. E para piorar, os direitos que ganhamos com as políticas assistencialistas da Era Vargas estão em cheque. Atualmente há uma tendência a favorecer a livre iniciativa (isso se significar dizer, favorecer a empresários e banqueiros). Já pensou a vida sem 13º e com férias reduzidas? Na verdade férias reduzida já é uma realidade em determinadas empresas já que muitos trabalhadores são obrigados a vender suas férias. Acho bom a população se alertar, pois o que já não está tão bom... tende a piorar.

Som de hoje: Molotov - Dead Fish.

Escrito por Feidman, Diogo. às 10h08 AM
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13/09/2007


Já era esperado...

Muito ingênuo foi quem achava que Renan Calheiros seria culpado pelo senado. Oras, quando se anunciou que a votação seria totalmente secreta, já tinha certeza que seria absolvido. Isso porque Calheiros sempre foi influênte tanto na área de esquerda como de direita. Calheiros sempre do tipo de sujeito que intermediava as discurssões. Ou seja, Calheiros transita tanto na esquerda como na direita de um governo sem ser apredejado. O escandâlo trazido a tona veio atráves de um mulher, que provavelmente tentou suborna-lo e (ou) que esteve de olho em uma gorda pensão alimentícia já que pariu um filho dele. Oras sabemos que pensão alimentícia dá cadeia, corrupção não. Lógico que não somos ingênuos de pensar que Calheiros não tinha desafetos, provavelmente tinha alguns, mas sua base de aliados é amassadoramente maior. Tinha gente querendo aparecer com o escandâlo dele para tentar construir imagem de "bom moço"? Lógico que também tinha, mas isso não chegava nem a ser uma pedra no sapato para Calheiros. Eu sou a favor de que qualquer votação no plenário tem que ser pública. Afinal, se esses caras costumam dizer que são representantes do povo... O povo tem direito de saber como é representado. Se a votação de Renan fosse aberta, isso seria um enorme problema. Porque afirmo isso? Calheiros como dito anteriormente, é um cara muito influênte no meio político (tenho que resaltar suas qualidades na arte de fazer política, ele é um dos poucos homens que podemos chamar de político quando o adjetivo ganha o conceito de discutir idéias), ele é um verdadeiro político porque ele prática a politicagem. Ou seja, ele discute com a direita, com a esquerda, com seu partido, base aliada etc. coisas que sejam de importância para todos eles, e faz chegar geralmente a algo que agrade a todos (os políticos, lógico!). Imagine Brasília ficar sem esse homem durante anos? O prejuízo que poderia ser causado!!! Não é a toa que ele  plantou raiz num partido de centro (PMDB - conhecido como partido que tem várias correntes numa só - Centro Esquerda, Centro Direita, Centro "não sei para onde vou", Centro "tou indo para onde tá bom" e assim vai). Se queres notícia pior, digo mais... Calheiros vai andar um tempinho afastado para ser esquecido, mas logo estará de volta e independente de qual seja o próximo governo (seja PT, PMDB, PSDB, DEM ou o que for...) ele ocupará um cargo importante, e digo isso pelo seguinte fato. Se você for analisar a carreira política de Calheiros vai perceber que no mínimo (ou seja, pelo que ao menos eu lembre) Calheiros fez parte dos governos anteriores desde o Governo Collor. Ou seja, pelo menos pelo que eu me lembre, é sempre um nome importante em cargos como ministério, presidência de câmara etc. há pelo menos 17 anos (notámos que nosso número minímo é bastante expressivo). E pela sua função de práticar o ato da política, por tão satisfatória que poderia ser essas denúcias, nem tão cedo Calheiros será afastado de fato do cenário político.

Som de hoje: "Modificar" - Dead Fish. 

Escrito por Feidman, Diogo. às 10h06 AM
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10/09/2007


E ONDE HOUVER TREVAS QUE SE FAÇA A LUZ.

Estaremos inalgurando um novo item aqui. Aproveitando que estamos nos aproximando do carnaval (cairá na primeira semana de fevereiro), e as escolas de samba já começam a escolha dos sambas e os ensaios, nosso quadro aqui será de analisar sambas enredos antigos. O samba enredo escolhido hoje é: "E ONDE HOUVER TREVAS QUE SE FAÇA A LUZ" do ano de 2003 do G.R.E.S. Império Serrano. Tendo fé e acreditando que neste mundo devemos buscar a melhoria do ser e da alma, achei o enredo muito interessante. Creio que é cabível compartilhar sobre esse enredo com vocês. Em http://www.odesfile.com/samba_rj_2003.htm você pode escutar o samba tocado ao vivo na sapucaí. Abaixo  segue a letra do samba enredo e a sinopse (retirados do site: http://www.galeriadosamba.com.br/2002/EA.asp?zínánywwz38 ). Quero lembrar que no mundo atual onde vemos nos noticiarios cada barbaridade que realmente impressiona. A mensagem do Império Serrano para o ano de 2003 nos coloca em questão de como ser humanos, buscano essa "Luz" tão citada no enredo. Acho que já me estendi demais. Nos próximos enredos a serem trabalhados, procurarei algum que fale sobre um tema histórico.

E ONDE HOUVER TREVAS QUE SE FAÇA A LUZ

Luz, magia

Que faz a mente do poeta delirar

Estrela-guia

Faz meu Império brilhar

É bom amar (amar) e ser amado

Se dar e receber

Eu quero um mundo de inspiração

Pra clarear de vez a escuridão

 

"Prometeu" roubou do Sol... O fogo

Trouxe a Luz pra iluminar... O povo

O que vem do coração, oi... Clareia

Clareia igual a Lua cheia (bis)

 

E a paz, desejo da Humanidade

Se faz com liberdade e igualdade

Feliz, muito feliz

"Uma criança" vai nascer

Se o homem conseguir usar a luz da razão

A Terra então vai florescer

(e vai...)

Vai meu irmão!

Tens a chave do céu!

A energia no ar

Vem da ribalta da vida

Serrinha é o show nessa avenida

 

Uma prova de amor: perdão

Uma grande paixão: amor

A esperança é quem me conduz

Onde houver trevas, que se faça a Luz (bis).

Sinopse:

por:

Ernesto Nascimento
Carnavalesco

 

O GRES Império Serrano, buscando encontrar uma forma harmoniosa que viesse a iluminar seus novos rumos, já que vem enfrentando no seu dia-a-dia inúmeras dificuldades para retomar seu glorioso destino, foi buscar nas diversas "Gênesis" o tema para o Carnaval em 2003:

"E ONDE HOUVER TREVAS QUE SE FAÇA A LUZ"

Assim, buscou na luz que é o princípio de tudo, o primeiro gesto divino em direção à vida, o mote onde desenvolverá seu enredo. No imenso caos das trevas a luz traz o universo para um plano tangível, real... ela é o contraponto do mal, da escuridão, da noite das incertezas. É o calor que induz, que traz movimentos, que reproduz, que gera, que é fogo presente de Prometeu roubado aos deuses, da carruagem do Sol e levado para a terra em um talo de erva-doce, para a glória dos homens. A luz dos astros é um milagre pontilhado exibindo o sorriso das estrelas, um caminho possível para a beleza, a grandeza do plano de Deus. Luz não é apenas sabedoria. É o próprio saber, torna as mentes claras, mais produtivas, almas raras, exemplo da grandeza humana, enchendo de luz a civilização. A Luz, é transformadora, tem interminável energia, possui a grandeza da ação da produção, da reprodução, é beleza noturna nas grandes cidades, lampiões e letreiros, nos campos e nas águas de uma escuridão com pontos de luz, insetos e peixes iluminados. Luz é paz, é face da criança, o sonho impossível, o bem, o amanhã, é o retorno ao paraíso, ao colo do criador, é esperança, é vida, é ressureição.Vamos viajar pelo Olimpo dos Deuses, conhece-los em sua pirâmide divina, exaltar suas qualidades humanas e vê-los, assim, dotados de maiores poderes, de mais beleza e perfeição e, sobretudo, imortais. Ao exaltarmos a criação, vamos ao encontro de Deus criando todas as coisas e expomos também uma versão tupiniquim do Gênesis. Dando seguimento vamos encontrar a luz como elemento essencial da vida: uma terra prenha crescendo e se multiplicando, dando a vida a todos os seres. E aí, um marco da humanidade se registra: a luz da nova aliança. Veremos o brilho da estrela de Belém, a visita dos pastores e dos Reis Magos, um novo tempo, e eis que a vida era a luz dos homens, a luz que para sempre resplandeceu nas trevas. Em seqüência, nos guiaremos pela luz da razão: é o iluminismo, que indica um movimento intelectual que se desenvolveu no século XVIII, cujo objetivo era a difusão da razão, a "luz" para dirigir o progresso da vida em todos os aspectos. Mais que um conjunto de idéias, foi uma nova mentalidade que influenciou grande parte da sociedade da época. Ao final, falaremos da luz como espetáculo; de ponto em ponto, de foco em foco, o G.R.E.S. Império Serrano tece o seu enredo que iluminará seus novos rumos em busca da alegria, porque o futuro está aqui e agora, bem a nossa frente, visualizá-lo e olhar o seu desempenho é lançar um olhar à frente do nosso tempo.

Escrito por Feidman, Diogo. às 2h52 PM
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27/08/2007


Recursos Eletrônicos Já!

Devido aos constantes erros de arbitragens, em busca de soluções, podemos colocar em cheque quanto a utilidade dos árbitos nas partidas de futebol. Imaginamos até mesmo má fé dos mesmos. O que acontece na verdade, é que o futebol está perdendo o prestígio por conta das lambanças dos árbitos. Erros acontecem no mundo inteiro, mas o futebol brasileiro está em profunda crise em termos de comissão de arbitagem. Você dá um gancho num "bisonho" e vem outro e faz lambança maior contra seu time. Na verdade estamos notando um despreparo do quadro de árbitos e isso vem prejudicandos os campeonatos nacionais e regionais. Parece-me eficiênte utilizar auxílio da tecnologia para esclarecimentos de dúvidas em lances capitais. O 4º árbito ficaria encarregado de em lance duvidoso de ver num "replay" e daí corrigir algum erro dentro de campo. A questão náo é tirar a autônomia dos árbitos (o que já acho errado o árbito ter autônomia... Temos exemplos de abuso de poder), mas de passar um apoio para evitar erros graves e situações constragedoras. Oras... o prejuízo que o Botafogo teve com os graves erros da assistente Ana Paula de Oliveira foi muito grande. O Botafogo deixou de disputar uma final, de arrecadar renda e possivelmente poderia ganhar uma boa quantia de premiação no caso do título da Copa do Brasil. Isso é só um exemplo, podemos ter vários. Nesse fim de semana tivemos o aburdo gol do Grêmio sobre o Fluminense e o penalti inventado a favor do Internacional sobre o Atlético Paranaense. O Atlético que se encontra em 17º colocação, está na zona de rebaixamento. Agora imagine você se por acaso por causa de um ponto o Atlético Paranaense cai para segunda divisão? Quem vai arcar com o prejuízo? Será um ano de rendas mais baixas, vendas de material esportivo mais baixo, desvalorização do clube para obter patrocinio entre outros problemas que ocorrem. Ana Paula de Oliveira que prejudicou o Botafogo, saiu em capa de revista masculina, fez comerciais e apareceu em vários programas de TV. Ou seja, apartir de um erro que prejudicou um clube, se beneficiou, aproveitou e agora quer voltar a exercer a função de assistente. É muita cara de pau. Essa mulher deveria ser banida para sempre do futebol. Assim como muitos outros. Para evitar esses constrangementos... Recursos Eletrônicos Já!

Som de hoje: "Uma partida de Futebol" - Skank.

Escrito por Feidman, Diogo. às 10h57 AM
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30/07/2007


ESPERANDO O INESPERADO:

O que é esperar o inesperado? É muito além de esperar ganhar na sena. O inesperado pode ser uma viagem em cima da hora, uma visita do nada. Também pode ser apesar de todo esforço, o reconhecimento de todo um trabalho que você produz e já não esperava resultado. O inesperado pode ser um presente, algo que fugiu a mente. Uma palavra, um gesto. Por fim pode ser uma pessoa da qual você gosta muito que entra em sua casa sem telefonar ou tocar a campainha. Inúmeras são as coisas que agente não espera. E do jeito que as coisas andam, esperar coisas boas não é algo comun. Agente sempre anda esperando as piores coisas. Então decidi esperar o inesperado.

Som de hoje:
Third Eye Blind - "Motorcycle Drive By".

Escrito por Feidman, Diogo. às 2h04 PM
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06/07/2007


Férias

Pessoas, venho por meio desta postagem, dizer que estou de férias no trabalho e faculdade, e como postava no trabalho, pode ser que este mês tenhamos menas postagem (geralmente estava postando uma mensagem por mês). Mas em compensação estarei postando eventos... então fique de olho neste blerrrg! Então é isso... e que fim do mês, esteja na boa em Paraty!!! =)

Escrito por Feidman, Diogo. às 11h37 PM
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29/06/2007


"Classe Z".

A sociedade costuma se separar em casta, por isso ouvimos dizer em "Classe Alta", "Classe Média", "Classe Baixa" e até mesmo em "Classe Média Alta"(!?!?!?) em termo de renda. Seria equivalente dizer "Classe de Alta Renda", "Classe de Baixa Renda" etc. Assim ouvimos dizer também "Classe A", "Classe B", "Classe C" e assim vai... Mas com o grau de miséria a que estamos chegando será que chegaremos a "Classe Z"? O problema é que as pessoas colocam como alto objetivo de vida bens materiais e esquecem simplesmente de viver ou pensar. O objetivo é chegar à "Classe A" nem que para isso a massa populacional esteja condenada a estar estagnada a "Classe Z". Só que chega uma hora que a ganância faz com que as pessoas busquem de qualquer forma seu objetivo de chegar à "Classe A", nem que seja matar, roubar ou trapacear. E quem tá na "Classe Z" não se conforma, e sem ter perspectiva de chegar a algum lugar, já que são tantas letras para ele chegar até a letra "A", chega a conclusão que não tem nada a perder. Então matar, violentar, detonar com tudo e com todos não vai fazer diferença. Então talvés seja a hora de refletir sobre uma possível nessas regras e também nos nossos objetivos. Se dessa vida não se leva nada, então por que lutar tanto por algo que não levaremos para o caixão e de que se alimentará nossas almas quando isso tudo acabar?

Som de hoje: "Iceberg" - Dead Fish.

Escrito por Feidman, Diogo. às 8h21 AM
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22/05/2007


Parabéns Romário, a marca de 1.000 e é claro, ao seu marketing pessoal.

Finalmente saiu o gol 1.000 de Romário. Dia 20 de maio de 2007, em São Cristóvão, no Estádio de São Januário, Romário fez o gol tão polêmico de n° 1.000 reconhecido também pela FIFA (havia uma polêmica que a FIFA não queria reconhecer os gols de Romário feito nos Estados Unidos no fim do ano passado). Não foi exatamente como queria Romário e seus fãs, o palco preferido seria o Maracanã, num grande jogo, de preferência um clássico. Mas acho justo ter ocorrido em São Januário, afinal foi onde o baixinho passou boa parte da carreira. Romário teve passagens pelo Flamengo, Fluminense, no exterior passou pelo PSV da Holanda, Barcelona... Romário também jogou em outros clubes onde foi menos marcante em sua carreira, como o Tupi de Juiz de Fora e Adelaide da Austrália. Mas o que importa é que será um goleador a ser lembrado. Primeiramente pela sua presença na área e suas belas jogadas. Romário sempre foi um jogador que em forma desequilibrava as partidas. Também não será esquecido pelas polêmicas criadas por onde passou, como certa vez que citou que São Januário era um reino, onde Eurico era rei, ele o carrasco e Edmundo o bobo da corte. Outra declaração polêmica foi quando Romário disse que Pelé como jogador foi magnifico mas como pessoa pública é melhor ficar calado, já que abre a boca só para falar merda. Hoje pelo menos essa polêmica com Pelé parece superada, já que Romário reconhece Pelé como maior jogador do século XX e que gostaria de ser lembrado como "o maior jogador do mundo depois de Pelé e o segundo a chegar a marca dos 1.000 gols", Pelé por sua vez uma brincadeira ao dizer que para Romário agora falta só mais 282 (se referindo ao n° de gols para ultrapassar sua marca), mas Pelé também disse estar feliz pela marca alcançada por Romário, já que isso só aumenta o brilho do futebol brasileiro. Oras são várias histórias como sua polêmica não convocação para Copa de 1998 e a rixa com Zagallo. Inúmeras são histórias de Romário... Farras, noitadas, fuga de treino, enfim... Para min uma palavra resume Romário: POLÊMICO, mas claro que na história do futebol Romário não deve ser resumido. Essa é uma homenagem ao não só polêmico, mas também carismático, grande pessoa e ao chamado "O Cara" Romário.

Na trilha do som de hoje não tem uma música sobre Romário, ou sobre o Vasco, mas tem uma sobre futebol e uma sobre o Atlético Mineiro:
Skank - "Uma Partida de Futebol"
Reffer - "3 Pontos".

Escrito por Feidman, Diogo. às 3h09 PM
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